Sobre a Cultural kids

A Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16 tem como principal objectivo criar, desenvolver e produzir projectos globais originais e interdisciplinares nas áreas do teatro, dança, música, literatura e artes visuais, destinados a aproximar o publico infanto-juvenil da arte e da cultura de uma forma lúdica. Todos os projectos desenvolvidos pela Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16 são acompanhados de material pedagógico e recursos digitais.

Victória com Monet, o Jardineiro e o Fotógrafo no espetáculo de teatro da Cultural Kids
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Projeto

A Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16, dedica-se a conceber programas culturais para um público entre os 0 e os 16 anos, desenhando projetos globais assentes numa perspetiva artística e metodológica de interdisciplinariedade.

Princípio Geral

Formalmente constituída em 2001, a Cultural Kids- Programas Culturais dos 0 aos 16 tem na base da sua formação um grupo de pessoas ligadas à criação e produção de bens culturais.
A experiência diversificada adquirida por este grupo ao longo dos anos tornou clara a convicção da mais-valia criativa e artística que resulta do cruzamento de práticas e saberes.
Trata-se claramente da assunção do princípio geral da contaminação artística e cultural que marca toda a produção cultural do século XX.
Em termos operativos pretende-se aplicar uma estratégia de contaminações transversais e não cumulativas que resultem da intercepção entre literatura, artes plásticas, teatro, dança, cinema, etc.

Objetivos Gerais

Proporcionar uma visão mais integrada das diversas expressões artísticas, de modo a desenvolver nos mais novos uma sensibilidade estética global.
Incrementar de forma integrada a aproximação dos mais novos às diferentes expressões artísticas.
Criar e desenvolver projetos de raíz que façam uso de metodologias criativas e operatórias inovadoras e que visem um público-alvo com característica bem definidas ( crianças e jovens entre os 0 e os 16 anos ) e susceptível de ser atraído pelas novas dimensões propostas, desenvolvendo assim uma nova fidelização.
Trabalhar projetos globais, dentro do quadro da educação pela arte e da comunicação educacional multimédia, sempre tendo em vista uma pedagogia de oportunidade e tendo em conta os conteúdos programáticos dos planos curriculares dos ensinos básico e pré-escolar.
Desenhar projectos que se prolonguem para além do espaço físico da sua apresentação, através da criação de atividades de extensão.
Realizar este trabalho de forma estruturada no tempo e na contribuição reflexiva do público-alvo e agentes da cultura e educação.
Integrar interativamente os diversos participantes do processo criativo e técnico no desenvolvimento de cada um dos projetos como forma de garantir a consistência formal e técnica do resultado final.
Desenvolver um sistema de incentivos e fidelização com vista à criação de novos públicos.
Minimizar as desigualdades no acesso aos bens culturais através duma estratégia de divulgação e promoção que favoreçam a garantia de um preço mínimo de participação.
Encontrar patrocinadores que pelas suas características venham a complementar as iniciativas apoiadas. Garantir condições técnicas que permitam a itinerância dos projetos.

História

Faz mais de duas décadas desde que a Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16 começou a criar, desenvolver e produzir projetos globais (Teatro, Multimédia, Atividades, Apoio ao Prof.) interdisciplinares para o público escolar.

Desde o dia da estreia de A Aventura de Ulisses, com encenação de António Feio, em 16 de Fevereiro de 2002, no Teatro Nacional D. Maria II e Teatro Nacional de S. João, com o apoio do Ministério da Cultura e dos Teatros Municipais a Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16 produziu e estreou mais de 10 projetos globais (Teatro, Multimédia, Atividades, Apoio ao Prof.) que continuam em cena e aos quais assistiram alunos de todas as zonas do país .

Em cada ano letivo várias espetáculos diferentes podem ser vistos entre Novembro e Maio e há mais de 150 apresentações programadas envolvendo uma equipa alargada de atores, técnicos de luz, som, audiovisuais, pessoal de acolhimento, produção, etc. que cada dia dão o seu melhor para fazer da ida ao teatro uma experiência única e inesquecível para cada um dos alunos e professores que escolhem assistir a um dos espetáculos da Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16.

Produções já estreadas:

Os Papões, A Menina e o Cão (Pré-Escolar); Branca-Flor, O Diabo, O Príncipe e A Bruxa (Pré-Escolar, 1º Ciclo); A Aventura de Ulisses (6º Ano); O Romance da Raposa (5º Ano); Victória Descobre O Jardim (1º Ciclo); Os Lusíadas, Rumo ao Oriente (9º Ano); Auto da Barca do Inferno (9º Ano); A História de Giselle (5º Ano); Leandro, Rei da Helíria (7º Ano); Aquilo Que Os Olhos Veem Ou O Adamastor (8º Ano); O Príncipe Nabo (5º Ano); Onde Está o Gil? Visita Virtual ao Mundo do Teatro conduzida por Gil Vicente – p/todos

Produções em preparação:

A Farsa de Inês Pereira – (10º Ano);

4 Monólogos para 4 Escritores – do 1º ciclo ao ensino secundário

Apoios:

Ministério da Cultura, Direção Geral das Artes, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional de S. João, Teatro Municipal Maria Matos, Teatro Municipal São Luiz, Centro Cultural Olga de Cadaval, Teatro Viriato, Teatro Municipal Rivoli, Teatro do Campo Alegre, Fundação Ciência e Desenvolvimento, Câmara Municipal do Porto, Câmara Municipal de Lisboa e Instituto Camões entre outros.

Equipa e Colaboradores

Cristina Basto

Direção Artística
Doutoranda em Modos de Conhecimento na Prática Artística Contemporânea na Universidade de Vigo.
Pós – graduada em Estética e Filosofia da Arte pelo departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa.
Licenciada em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
Plano de Estudos Completos em Pintura e Desenho no Ar.Co. Bolseira da Fundação Ciência e Tecnologia / Praxis XXI, no âmbito da investigação da tese de mestrado em História da Arte Contemporânea, sobre o tema das Contaminações Artísticas, na FCSH da Universidade Nova.
Bolseira do governo holandês, no âmbito da formação em cenografia, na Gerritt Rietveld Academie em Amsterdão.
Prémio Fidelidade Jovens Pintores em 1987 e Menções Honrosas nos concursos Almada Negreiros / SEC e Clube Português de Artes e Ideias.
Subsidiada pela SEC em 1989 no âmbito dos apoios à realização da 1º exposição individual e pelo IPJ no mesmo ano para a realização do projecto multimédia “Vertentes do Olhar”. Em 1994 desenvolveu em conjunto com
João Lucas, Ricardo Rezende e João Paulo Xavier a vídeo-instalação Água ( Galeria Monumental, Lx. ).
Como cenógrafa participou nas peças Inox Take 5, de José Pedro Gomes, Branca de Neve e os Cinco Anões, de José Pinto Correia, Salazar, Deus, Pátria, de Maria do Céu Ricardo, Os Papões, A Menina e o Cão e Branca- Flor de Pedro Wilson, A Aventura de Ulisses de António Feio, e na coreografia Com a Morte Me Enganas de Francisco Camacho.
Desde 1999 que vem trabalhando na criação, desenvolvimento e coordenação do projecto Cultural Kids / Programas Culturais dos 0 aos 16, que visa promover uma visão integrada das diferentes expressões artísticas.
A primeira iniciativa integrada neste projeto teve lugar em 2000, com a estreia da peça Os Papões, A Menina e o Cão ( apoio MC/IPAE ).
Em 2001 no âmbito da apresentação do projeto Branca-Flor foi co-autora do livro O Meu Primeiro Livro sobre Arte Nova, bem como da exposição sobre o mesmo tema que acompanha as representações da peça. Em 2002
desenvolveu o projeto A Aventura de Ulisses, espetáculo, livro de atividades pedagógicas e exposição, quer enquanto responsável pela direção artística da Cultural Kids, quer como cenógrafa e figurinista.
Integra como directora artística a equipa da Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16.

João Paulo Xavier

Direção Técnica
Licenciado em Arquitetura.
Pós-graduado em Light Design pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.
Foi co-autor do projeto de arquitetura cénica do novo Teatro Constantino Nery em Matosinhos.
Foi Diretor Técnico do Festival PoNTI / TNSJ, em 1999 e 2001.
Exerceu as mesmas funções nos festivais Danças na Cidade e Mergulho no Futuro / Expo 98.
Realizou a pedido da Porto 2001 um estudo de avaliação das principais salas de espetáculo da cidade do Porto.
Foi Diretor Técnico da Companhia Nacional de Bailado entre 2002 e 2005.
Coordenou a recuperação técnica do Teatro Viriato e do Auditório Carlos Paredes.
Como desenhador de luz trabalhou com Ricardo Pais, António Pires, António Feio, Maria Emília Correia, José Pedro Gomes, João Lagarto, Nuno Carinhas, Paulo Filipe Monteiro, Fernanda Lapa, etc.
Para dança criou desenhos de luz para os coreógrafos Vera Mantero, Francisco Camacho, Paulo Ribeiro, João Fiadeiro e Madalena Victorino, entre outros.
Desde 1989 que desenvolve co-autorias nas áreas das artes plásticas e video-arte.
Integra como diretor técnico a equipa da Cultural Kids – Programas Culturais dos 0 aos 16.