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Os Lusíadas,
Rumo ao Oriente

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Peça de teatro Os Lusíadas, Rumo ao Oriente

inspirado na obra Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões
Encenação António Pires

O cruzamento de culturas promove a compreensão do outro e responsabiliza-nos na procura da paz mundial.
Inspirado na obra de Luis Vaz de Camões.

O espectáculo pretende realçar o lado da descoberta mais do que da conquista, o desejo de explorar mais do que marcar território, a curiosidade, a ingenuidade portuguesa frente ao perigo que levou a seguir sempre mais além e, sobretudo, a ideia de LEVAR NOVOS MUNDOS AO MUNDO. A ideia de Lisboa/Portugal como síntese desta vontade de levar novos mundos ao mundo, síntese que se traduz na fusão e na mistura cultural.

Partindo da ideia de Portugal como ponto de chegada de gentes de todos os pontos do mundo e como centro de constante fusão cultural, este projecto pretende fazer através dos Lusíadas uma viagem à descoberta dos caminhos que transformaram Portugal num lugar de cruzamento de culturas.

É nosso objectivo fomentar o contacto mais próximo e frequente com a História e Literatura portuguesas, ultrapassando convencionalismos geradores de resistências e inibições ao seu entendimento mais directo e fluente.

Num espetáculo onde o cruzamento de culturas promove a compreensão do outro e nos responsabiliza na procura de uma solução para a paz mundial, os atores sobem à cena com a intenção de representar a epopeia de Os Lusíadas. Verificando que não sabem como cumprir esta tarefa, abrem as portas do teatro e deixam entrar a cidade em volta, esperando encontrar nela a inspiração de que precisam. Abrem um túnel fictício, da estação do metro até ao palco, e decidem contar a história das digressões portuguesas numa viagem pela linha de metropolitano, rumo ao Oriente.

Luís, um jovem da cidade, é o primeiro a atravessar o túnel até ao palco. Ainda não sabe, mas os actores contam com ele para os ajudar a desenrolar o novelo da história. Sem perceber muito bem o que lhe está a acontecer, Luís acaba por reviver os mais importantes episódios de Os Lusíadas e torna-se parte de um espetáculo de teatro.

Espetáculo com forte componente física e musical, com recurso a novas tecnologias, sem nunca perder de vista o original.

Os Lusíadas Rumo ao Oriente / Entrevista com Cristina Basto

Acontece que as rimas de Camões estiveram, quase sempre, associadas a uma ideia épica dum Portugal e duma Europa imperial, conquistadora, mesmo não havendo matéria de facto que, na história narrada pelo poeta, nos ponha automaticamente na senda dum colonialismo violento. Mas os tempos, agora, mudaram. Mil cuidados se impuseram no modo de abordar todo e qualquer episódio ou obra que narre o encontro entre diferentes culturas. Uma ideia, desde logo, se instalou: para ler Os Lusíadas à luz dos tempos que correm é imprescindível investigar o olhar descomprometido daqueles que Camões, um dia, olhou. O mote conduziu a Cultural Kids ao encontro dos territórios, dos homens e dos hábitos narrados no grande poema épico. Antes de chegar ao palco, a comitiva de seis criadores, entre encenadores, cenógrafos e figurinistas, lançou-se numa aventura antropológica para moldar conceitos: de malas aviadas, o grupo pas­sou por Cabo Verde e Moçambique, antes de se fazer à cena. E a lógica de Os Lusíadas, ao passar da memória dos bancos de escola para a vivência dos nossos dias e do nosso mundo, mudou. Essa mudança transita agora pelo palco do TNSJ, depois duma temporada no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. João Almeida

João Almeida Leu Os Lusíadas na escola?

Cristina Basto Lembro-me de ter lido umas poucas páginas. Devo ter lido umas três ou quatro estâncias.

Porque era uma chatice? Porque era uma obrigação? Ou porquê?

Porque não me foi proposto ler mais e porque, possivelmente, essa leitura não terá sido estimulante de modo a fazer-me ler mais do que aquilo que me propuseram.

E, na altura, qual foi a imagem com que ficou da obra?

Ficou uma imagem que ligava Os Lusíadas a algo sobre a conquista épica portuguesa, o que para nós, miúdos de 15 anos, era uma coisa chata e aborrecida.

Agora, em contacto com uma peça que pega nessa ideia, como é que essa impressão ini­cial se alterou?

Foi engraçado porque as pessoas que convidei para entrarem neste projeto são mais ou menos todas da minha idade, portanto tinham a mesma memória que eu em relação aos Lusíadas. Estávamos todos um bocadinho apreensivos: como é que íamos reagir a uma segunda abordagem de Os Lusíadas? Acho que o que nos fez sentir mais confortáveis e mais felizes foi estarmos acompanhados por pessoas que não tinham qualquer preconceito em relação à obra.

Quem eram essas pessoas?

As pessoas com quem nós trabalhámos em África: jovens cabo-verdianos e moçambicanos.

Professores?

Pontualmente surgiram alguns professores, mas não de língua portuguesa, ou seja, sem ligação à literatura. Eram pessoas da área das artes plásticas. Aliás, a nossa estratégia foi não fazer nenhum trabalho preparatório de leitura da obra.

Porquê não ler antes?

Porque a ideia que nós tínhamos da obra era extremamente preconceituosa, aborrecida, difícil. Se fizéssemos uma leitura prévia, possivelmente iríamos chegar a conclusões semelhantes às que nos propuseram no ensino básico. Ou seja,  o desconhecimento total da obra, para os jovens com quem trabalhámos, podia ser uma alavanca de criatividade.

E foi?

Foi. Sem dúvida.

Que imagem é que esses jovens criaram de Os Lusíadas?

E muito engraçado. Primeiro porque, em relação à própria língua, eles estão mais próximos da linguagem de Os Lusíadas do que nós. O português antigo está mais presente em África, tanto em Cabo Verde como em Moçambique.

E a substância do texto de Os Lusíadas?

É extremamente complexa e obriga a muita atenção, muita preparação e muita insistência.

Como é que os africanos desfrutaram do texto?

Aquilo que os africanos nos deram, e foi tão estimulante, foi a frescura com que eles abordaram esta proposta. As inibições que nós temos em relação a um texto que é um clássico e que tem um peso consagrado em termos de ensino, de literatura e de cultura portuguesa, eles não  as têm, o que lhes permite uma aproximação mais fresca e mais criativa.

Dê-me um exemplo concreto.

Em Cabo Verde, pedimos às pessoas que trabalhassem connosco o episódio da Inês de Castro, e algumas delas, que falavam crioulo, perceberam a essência do episódio e adaptaram-no rapidamente à sua realidade. Por exemplo, a ameaça feita a Inês era a de ser atirada aos tubarões. Isto é incrível e foi assim que percebemos o tipo de dificuldades que nós criámos em relação ao texto e que eles não têm.

Nem Camões se lembrava dessa [risos]. À partida, os workshops visavam o quê?

Os workshops foram concebidos em sistema aberto, nós não tínhamos nenhuma proposta pré-definida. Queríamos, pura e simplesmente, criar condições para que aquelas pessoas trabalhassem criativamente connosco.

Sem conseguirem prever o resultado final.

Exatamente. E sem termos previsto os passos da ação. Foi um período de grande intensidade de trabalho.

Não houve aquele sentimento do ex-colonizado irritado com a ideia de um Portugal que parte à conquista do mundo?

Eu acho que esse sentimento persiste, mas estava à espera que fosse mais generalizado. Não tenho é a certeza se essa realidade é mais sentida por nós ou por eles.

Eles não se empolgam com os “barões assinalados”.

Não. E mais evidente o nosso mal-estar, o receio de fazermos outra vez papel de colonizadores, ou novos colonizadores, e por isso tivemos imensas cautelas. Eles são muito mais espontâneos.

De que modo?

Manifestam-se, por exemplo, assinalando a falta de apoio que sentem de Portugal em relação  a África. Sentem muito mais apoio, por exemplo, de França, e isso revela-se na sua vida quotidiana. Ao nível da cultura, tanto em Cabo Verde como em Moçambique, o Instituto Camões não tem capacidade de intervenção. Os pedidos de apoio são dirigidos à Alliance Française, sendo que da parte dos franceses há uma estratégia perfeitamente inovadora em relação à cooperação.

Houve nuances entre Cabo Verde e Moçambique?

Há uma diferença significativa que se projecta inevitavelmente no trabalho das pessoas: Moçambique é dos países mais pobres de África, Cabo Verde é o país mais rico da África atlântica. Em Moçambique, por exemplo, a grande maioria das 70 pessoas que trabalhavam connosco  tomavam   um  chá  de  manhã,   comiam um pão, e não comiam mais nada durante todo o dia. Estavam oito ou nove horas a trabalhar sem comer.

E de que modo essas carências moldaram a iniciativa?

Tanto num sítio como noutro, ao percebermos as condições de vida das pessoas, decidimos trabalhar apenas com o essencial. Nada de opções supérfluas.

Significa que não puderam ter extravagâncias ao nível da produção.

Nem da produção, nem da montagem. Por exemplo, decidimos que tínhamos  de  traba­ lhar em espaço público e que o próprio corpo das pessoas serviria de elemento cenográfico. Delimitámos o espaço com pessoas e não houve construção de artefactos, os objetos que existiam – que são muito poucos e que, normalmente, se resumem ao lixo  que a Europa manda para África – acabaram por ser reutilizados imensas vezes.

Não havia tintas, por exemplo?

Não, nem para imprimir documentos. Aliás, não havia papel. Nós não tínhamos a no­ ção do que é trabalhar sem nada e quando pensei onde é que poderia arranjar  material  para trabalhar, concluí que não podia gastar dinheiro em tintas quando havia  ali  pessoas  que quase  não  tinham  dinheiro  para  dar  lei­te aos filhos! Acho  que  isto  influenciou  mui­ to o trabalho que fizemos lá e, inclusivamente, a montagem do projecto que depois fizemos aqui.

Os resultados dos workshops foram apresentados?

Os trabalhos foram apresentados no Mindelo, a seguir à hora do jantar, quando as pessoas saem de casa e estão muito na rua.

Como é que faziam com a iluminação?

Era luz produzida pelas pessoas que estavam a trabalhar connosco. Com tochas, velas, refletores e pequenas lanternas que as pessoas traziam de casa. Usou-se aquilo que se foi encontrando.

Depois fizeram o mesmo em Moçambique e voltaram para cá. Qual foi o resultado desse périplo?

Quando chegámos aqui, revimos em conjunto todo o material que tinha sido registado nesse período em África: vídeo, fotografia, texto, re­ gisto áudio, além de todas as músicas que tinham sido criadas. Depois, fizemos um casting para actores que, preferencialmente, tivessem alguma ligação a África. Escolhemos oito acto­ res, cinco deles africanos e três de origem portu­ guesa, mas filhos de pais africanos.

Como é que a experiência em Cabo Verde e Moçambique se reflectiu nessas pessoas que recrutaram aqui? Os workshops em África serviram, de algum modo, de estágio?

Completamente. Pedimos às pessoas que tentassem ser tão espontâneas e  genuínas  quanto as que tínhamos encontrado em África. Não houve um texto pré-cozinhado, pré-escrito antes dos ensaios começarem.

Foi tudo improvisação? Os actores não leram. não fixaram o texto?

O texto foi todo criado com os actores de cá, foi sendo construído à medida que as leituras estavam a ser feitas. Trabalhou-se a partir do texto original, tentando percebê-lo e construindo, juntamente com os actores, com o encenador e com a responsável pela dramaturgia, um outro texto.

 Um texto mais compreensível?

Não. Nós criámos algumas situações artificiais que ajudam à condução do espectáculo, mas mantivemos quase todo o texto original. Ou seja, não fizemos adaptações, não o modernizámos, tentámos antes tomar o texto sugestivo e de mais fácil aproximação para os jovens  de hoje.

De que forma?

Por exemplo, criámos uma situação em que a viagem decorre ao longo de uma linha de metropolitano, que é a linha de  Lisboa,  em  vez de decorrer ao longo da costa africana. E essa realidade – familiar para qualquer jovem  de  15, 16 anos que viva em Lisboa – facilita depois a aproximação ao texto original de Os Lusíadas.

Isso lembra um pouco o filme Romeu e Julieta passado nos tempos modernos, em que o texto é o de Shakespeare, mas os actores andam de carro, e os Capuletos e os Montéquios são dois grupos de miúdos de uma escola.

Eu não vi o filme, mas a situação, do ponto de vista do dispositivo, é próxima dessa. Para começar, quisemos desconstruir a ideia de um teatro à italiana, retirando totalmente o aparato cénico e criando um espaço aberto. Estreámos no Teatro D. Maria, com o palco completamente aberto, sem panos de boca de cena, sem bambolinas, sem nada daquilo que é o aparato do teatro. Ao fundo, construímos uma parede com desperdício de cartão porque era assim, com certeza, que a iríamos criar em África se lá estivéssemos. Criámos um ciclorama de cartão, usámos um linóleo de ginásio no chão, uns corrimãos de apoio de self-service de cantina escolar e preparámos duas mesas de apoio para mudança de figurinos.

E o resultado final, foi muito diferente daquele a que chegaram em África?

Eu acho que o resultado final tem coisas tão genuínas como aquelas que  conseguimos  criar  em África. Acho que o espetáculo exige uma atenção diferente daquela que é suposto ter-se num teatro, porque todo o dispositivo está muito mais próximo de uma instalação ou de uma performance. Há várias linguagens que decorrem em simultâneo, podendo o espectador optar por uma ou por outra. Por exemplo, do cenário faz parte um painel de legendagem onde passa o texto original de Os Lusíadas, que não corresponde ao texto que os atores estão a dizer. Quem está a assistir apercebe-se disso porque esse lastro, essa diferença processual que há entre o texto original e aquele a que chegámos, foi deixado à vista. E isto acontece também em relação às imagens, aos figurinos e ao próprio cenário. As mudanças que acontecem em cena são provocadas pelos próprios atores, são eles que movem as cadeiras, os bancos, que constroem os aparatos cénicos de que precisam para determinadas cenas. Os figurinos seguem a mesma lógica. De um monte de roupa foi possível recolher, sem custos para este espetáculo, os figurinos.

Isso é quase uma espécie de “Cinema Vérité”. É “Teatro Vérité”?

É.

Como é que foi a reação do público perante um palco, ainda por cima tradicional como é o do Teatro D. Maria, sem nenhum artifício, completamente a cru? Não estranharam?

Acho que as reações são diferentes consoante  as  gerações.  O público a quem nos  dirigimos, de 15, 16 anos, reage positivamente, não tem  dificuldade  perante  a  simultaneidade  de linguagens.

Quando  diz “simultaneidade de linguagens”, refere-se à combinação do teatro com o vídeo?

O vídeo, a música, a legendagem  e  a  palavra dita.

Então e o público mais velho?

Esse público – composto por professores de Língua Portuguesa, de História recebe o espetáculo com alguma surpresa. Apesar de os textos promocionais esclarecerem que o  espetáculo propõe uma abordagem diferente aos Lusíadas, nota-se alguma surpresa. Estão na expectativa de que seja o relato de uma viagem. Mas as reações são boas. É engraçado que há momentos em que as pessoas se riem imenso do texto literal.

Mas porque será? O texto é dito de outra forma?

Só temos duas hipóteses: ou as pessoas desconhecem completamente Os Lusíadas e, portanto,  são  surpreendidas,  ou  então pode ter a ver com a forma de dizer o texto, que é coloquial, o que facilita a perceção do conteúdo.

Não é declamado, portanto.

De maneira nenhuma!

Vejamos então: a ideia que vocês tinham de Os Lusíadas antes desta aventura era a do tempo da escola, uma imagem de imperialismo, redutora e um pouco preconceituosa. Depois deste projeto, como é que definem a obra?

Não sei quantas vezes lemos Os Lusíadas durante a montagem do espetáculo. Mas foram muitas, com muitas dúvidas, com muitas questões. É de uma riqueza impressionante, especialmente pelo carácter metafórico da obra, o que permite encontrar sempre novos sentidos nas repetidas leituras do texto.

Nesse sentido será moderno, porque é passível de uma leitura adequada ao presente seja qual for o presente. Caíram alguns dos fantasmas do Camões aprendido no liceu?

Espero que sim. Pelo menos os nossos caíram. E estou segura de que os dos atores que trabalharam connosco também. Deixaram de estar amedrontados e apreensivos com o que iriam fazer, com o modo como teriam que descalçar aquela bota. Em relação ao público, acho que também caíram os fantasmas, porque só o facto destes jovens se confrontarem com atores negros a dizerem Os Lusíadas é logo uma pedrada no charco. Aliás, nós não temos muito a consciência, mas há uma elevada percentagem de estudantes nas nossas escolas que são filhos de pais africanos e que se confrontam com um conhecimento que é produzido e transmitido por ocidentais e brancos. O que nós sentimos é que esses espectadores, ao verem em palco os cinco ou seis atores negros, aderem imediatamente.

E os não-africanos?

Ficam surpreendidos. No início há um vídeo feito em Cabo Verde com uma Inês de Castro negra. Através da surpresa que isso provoca conseguimos desbloquear a relação com o preconceito e suscitar a curiosidade: “Como?! Do que é que eles estão a falar? Do que é que este texto afinal fala?”.

Há alguma moral da história?

Eu acho que há, em relação ao que podem ter sido Os Lusíadas, ou ao que pode ter sido a nossa participação nessa época na história do mundo. Nós tentámos contrariar o culto épico e imperial, sublinhando a ideia da descoberta e da compreensão do outro, que penso que marca os Descobrimentos portugueses. E a primeira vez que nós, europeus, ocidentais, tentamos descre­ ver realidades completamente estranhas, e essa tarefa é muito complicada. Foi esse lado da descoberta não dominadora que tentámos evidenciar com este projeto.

O espetáculo Os Lusíadas Rumo ao Oriente é recomendado para jovens do 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário.

Classificação Etária
M/12 anos

Ficha Artística
Projecto Global Os Lusíadas Rumo ao Oriente, inspirado na obra Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões
Autoria Projecto criado e desenvolvido por Cultural Kids Programas Culturais dos 0 aos 16
Direcção Artística Cristina Basto
Direcção Técnica João Paulo Xavier
Coordenação Pedagógica Sílvia Alvarez
Encenação António Pires
Dramaturgia Maria João Cruz
Música Paulo Abelho e João Eleutério (workshops área de música Nuno Rebelo)
Vídeo Ricardo Rezende e Olga Ramos
Cenografia, Figurinos e Adereços Cristina Basto
Desenho de Luz João Paulo Xavier
Desenho de Som Paulo Abelho

Elenco da estreia no Teatro Nacional D. Maria II

Daniel Martinho

Eurico Lopes

João Araújo

Cátia Nunes

Lavínia Moreira

Jaime Lopes

Tiago Barbosa

Sílvia Almeida

Workshops
Cabo Verde
Nuno Rebelo, Maria João Cruz, António Pires, Ricardo Rezende, Cristina Basto, João Paulo Xavier

Moçambique
Nuno Rebelo, Maria João Cruz, Ricardo Rezende e Panaibra Gabriel

Apoios
Instituto Camões, Emaus, Canal CentralAtelier Mar, Fundação Baltazar Lopes, Associação Ilha-Ilha (Cabo Verde)
CulturArte (Moçambique)

Co-produção

Cultural Kids; Teatro Nacional D. MAria II, Teatro Nacional S. João

Agradecimentos
Profº José António Fernandes Dias, Dr. Leão Lopes, Dr. José da Silva Miguel, Mark Deputter, Panaibra Gabriel, João Torres e Pedro de Sá Correia.

Sobre Os Lusíadas Rumo ao Oriente

Trata-se de uma adaptação?

Sim. Trata-se de uam adaptação da obra Os Lusíadas para teatro. O espectáculo tem uma forte componente física e musical, com recurso a novas linguagens, sem nunca perder de vista a obra original.

A linguagem de Os Lusíadas foi modernizada?
Não.

Quais os episódios representados?

Inês de Castro, Aljubarrota, Moçambique, Velho do Restelo, Adamastor e Chegada à Índia.

Há música no espetáculo?
Sim. Foi composta música específica para este espetáculo.

Quantos atores fazem parte do elenco?
O elenco é composto por 8 atores.

Os atores usam microfone?
Sim. Todos os atores estão amplificados com microfone de lapela.

A que disciplinas poderá interessar diretamente este espetáculo?
Às disciplinas de Língua Portuguesa e História.

Espetáculos Sob Consulta

Recursos Pedagógicos

Todos os projetos criados e desenvolvidos pela Cultural Kids integram material gratuito destinado a ser utilizado pelos professores.
Os conteúdos desenvolvidos fazem a ligação entre as diferentes valências curriculares de cada um dos ciclos do ensino (pré-escolar, básico e secundário) com o espetáculo, exposição ou intervenção multimédia apresentados.

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Guia de Preparação

O Guia de Preparação* é muito útil na organização e preparação da visita de estudo. Contém informação detalhada sobre o espetáculo e o autor da obra (Sinopse, biografia, contexto histórico e literário, documentos vários, bibliografia, etc). Contém também Fichas Artística e Técnica do espetáculo, bem como Fichas para recolha de informação destinadas aos alunos.

*Poderá aceder a este documento após a confirmação da sua reserva.

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Fichas de Atividades Pedagógicas

As fichas de atividades pedagógicas* foram desenvolvidas especificamente para cada projeto.
Estão organizadas por disciplina e fazem a ligação entre o espetáculo e os conteúdos curriculares e entre as várias disciplinas.
Destinam-se a ser usadas pelos professores após o visionamento do espetáculo.
Estão concebidas como material de consolidação dos conteúdos adquiridos e como material complementar ou de extensão.

*Poderá aceder a este documento após a confirmação da sua reserva.

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Conversa com Atores

No final do espetáculo e durante 30 minutos os alunos podem conversar com os atores e colocar todas as perguntas que desejem, satisfazendo assim as suas curiosidades sobre a profissão e o processo criativo. Esta atividade está sujeita a inscrição prévia e confirmação de disponibilidade.

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Dossier de Projeto

O Dossier de Projeto* é muito útil na preparação do Plano Anual de Atividades. Aplica o Plano Nacional das Artes (PNA 2019-2029) integrando de forma articulada o Plano Nacional de Leitura, Plano Nacional de Cinema, Programa de Educação Estética e Artística, Programa Rede de Bibliotecas Escolares e Rede Portuguesa de Museus de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros nº42/2019.

*Disponível sob pedido.para professores que realizem reserva.

Planeie a sua visita de estudo

Deixamos aqui sugestões para que a sua visita de estudo seja um verdadeiro sucesso. Aqui pode obter informações sobre a duração do espetáculo, sobre a sala, mapas de acesso ao local, o que fazer à chegada, acessibilidades, o que trazer, o que não trazer… E ainda algumas sugestões para completar esta atividade espetacular!

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Duração do Espetáculo

O espetáculo Os Lusíadas, Rumo ao Oriente tem uma duração de 1h20m

classificação etária: M/12anos

Auditorio Pedro Arrupe 1

Auditório do Colégio Pedro Arrupe

Com 502 lugares, o Auditório Pedro Arrupe foi concebido para conferências, celebrações religiosas ou espetáculos de teatro, música e dança.
O Auditório Pedro Arrupe situa-se na zona norte do Parque das Nações. No Passeio dos Heróis do Mar nº100, num terreno de 72000 m2, junto aos rios Tejo e Trancão.
O acesso ao Auditório faz-se através de uma zona reservada com vigilância e tem muito bons acessos para autocarros. O Auditório Pedro Arrupe garante plena acessibilidade ao recinto.

Planeie a sua visita

Morada: Passeio dos Heróis do Mar Parque das nações Norte, nº100 Lisboa / GPS 38.794363, -9.097474

Autocarro da Carris nº 708

CP linha da Azambuja, estação Sacavém

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Teatro Sá da Bandeira

O Teatro Sá da Bandeira encontra-se no centro histórico do Porto. É a sala de espetáculos mais antiga da cidade do Porto e tem uma capacidade para 640 espectadores. Nos dias de espetáculo existe acompanhamento dos agentes da Polícia Municipal do Porto para facilitar a paragem dos autocarros que fazem a largada e tomada de passageiros. O Teatro Sá da Bandeira garante plena acessibilidade ao recinto.

Planeie a sua visita

Morada: Rua de Sá da Bandeira, 108, Porto GPS 41.146940, -8.609130

Autocarros da STCP: Todos os que passam na Av. dos Aliados e Praça D. João I

A Estação de Metro do Bolhão, Estação de Metro dos Aliados, Estação de Metro de S. Bento, Estação de Comboios de São Bento

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Locais de interesse perto do Auditório Pedro Arrupe

A menos de 5 minutos do Auditório Pedro Arrupe pode encontrar diversos motivos de interesse:
. Pavilhão do Conhecimento
. Oceanário de Lisboa
. Teatro Camões
. Pavilhão de Portugal
. Pavilhão Atlântico
. Jardins do Parque das Nações
. Zonas de Lazer do Parque das Nações

Mapa 01

Locais de interesse perto do Teatro Sá da Bandeira

A menos de 5 minutos do Teatro Sá da Bandeira pode encontrar diversos motivos de interesse:
. Torre dos Clérigos
. Livraria Lello
. Sé do Porto
. Cadeia da Relação
. Edifício da C.M.Porto
. Estação de São Bento
. Mercado do Bolhão

Workshop no Mindelo para Os Lusíadas Rumo ao Oriente episódio de Moçambique na peça de teatro da Cultural Kids
Episódio  de Moçambique na peça de teatro da Cultural Kids Os Lusíadas Rumo ao Oriente
Os Lusíadas Rumo ao Oriente peça de teatro da Cultural Kids
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A Batalha de Aljubarrota é representada no espetáculo da Cultural Kids Os Lusíadas Rumo ao Oriente
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Os Lusíadas Rumo ao Oriente peça de teatro da Cultural Kids
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Imagens Galeria de imagens da peça de teatro Os Lusíadas, Rumo ao Oriente desde o ano da estreia

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Vídeo Assista aqui ao trailer da peça de teatro Os Lusíadas, Rumo ao Oriente

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